sexta-feira, 13 de junho de 2014

Lição 11 - O Presbítero, Bispo ou Ancião



O PRESBITERO, BISPO OU ANCIÃO

Nas igrejas do primeiro século, havia em cada uma delas, uma pluralidade de anciãos (presbíteros), cujas funções eram equivalentes (At 14.23). Estes anciãos eram também chamados de pastores (Ef. 4.11) e bispos (Fp 1.1; Tt 1.5-7). A autoridade que eles exerciam não ultrapassava os limites da Igreja local. Jesus Cristo era o único Bispo, o Supremo Pastor sobre todas as igrejas (1Pe 5.4).
No segundo e terceiro séculos foi-se desenvolvendo a ideia de um posto congregacional separado e acima do pastor.
O ocupante do cargo mais elevado se chamava bispo, em sentido diferente do nome usado nas Escrituras (Tt 1.5-7; 1Pe 5.1-4) para designar todos os anciãos. Mais tarde, foi feita outra adaptação na organização das igrejas e o bispo tornou-se o chefe de diversas igrejas compreendidas numa determinada zona. Por exemplo, o bispo da Igreja de Antioquia estava acima da autoridade do pastor de qualquer igreja situada na área dessa cidade.
Nessa altura, todos os bispos ainda tinham poderes equivalentes, pois, por exemplo, o bispo de Roma não tinha mais autoridade do que o bispo de Antioquia. Os bispos metropolitanos prestavam serviços nas capitais de certas províncias. Mais tarde, os bispos das Igrejas em Alexandria, Jerusalém, Roma, Antioquia e Constantinopla tornaram-se mais poderosos e transformaram-se em patriarcas, porém cada um tinha jurisdição apenas sobre a sua diocese.
Os anciãos, presbíteros ou bispos das igrejas primitivas eram moderadores ou pastores, escolhidos segundo o costume da sinagoga. Acredita-se que, desde o princípio, fossem eleitos pelo povo e, depois de aprovados pelos apóstolos, eram empossados com oração e imposição de mãos. Como pastores, seu trabalho consistia em: exercer vigilância espiritual sobre o povo, visitar os doentes, cuidar dos pobres
e estrangeiros; manter a disciplina nas assembleias religiosas; ensinar e administrar os negócios da congregação em cooperação com os diáconos. No Novo Testamento os três títulos (heb. ancião; gr. presbítero; lat. bispo), são usados indistintamente para o cargo de pastor. Isto se explica pelo fato de que havia cristãos entre os judeus, gregos e romanos. Assim aconteceu até 150 d.C. quando, pela primeira vez, os presbíteros eram subordinados aos bispos.
BISPO (gr. superintendente). No Novo Testamento, é um dos superintendentes de uma igreja; sinônimo de presbítero ou ancião. No segundo século, o dirigente ou moderador distinguiu-se como o primus inter pares(isto é, o primeiro entre seus iguais), entre seus co-anciãos, exercendo simultaneamente a superintendência com a instrução da igreja; por isso o nome de bispo veio a ser usado somente para designar essa pessoa”.
Oficiais eclesiásticos com denominação distintiva são pela primeira vez encontrados nos anciãos de Jerusalém, os quais receberam dons (At 11.30) e participaram do Concílio (At 15.6). Esse ofício foi provavelmente copiado do presbitério das sinagogas judaicas; pois a própria Igreja é chamada de Sinagoga em Tiago 2.2, e os anciãos judaicos, aparentemente ordenados por imposição de mãos, eram os responsáveis pela manutenção da disciplina, com o poder de desligar os que desobedecessem à lei. O presbitério cristão, todavia, sendo um ministério evangélico, adquiriu deveres adicionais para pastorear (Tg 5.14; 1Pd 5.1-3) e para pregar (1Tm 5.17).
Foram ordenados anciãos para todas as igrejas da Ásia Menor por Paulo e Barnabé (At 14.23), enquanto que Tito foi exortado a fazer o mesmo em relação às igrejas de Creta (Tt 1.5); e embora os distúrbios em Corinto possam sugerir que uma democracia mais completa prevalecia naquela congregação (1Co 14.26), o padrão geral de governo eclesiástico na época apostólica parece ter sido uma junta de anciãos ou pastores, possivelmente aumentada por profetas e mestres, que governavam cada uma das congregações locais, tendo os diáconos como ajudantes da administração, e contando com a superintendência geral da Igreja inteira provida pelos apóstolos e evangelistas.
PRESBITERIANISMO
Regime de governo eclesiástico onde a igreja adere à tradição teológica reformada (calvinista) e que possui sua organização caracterizada pelo governo de uma assembleia de presbíteros. Este regime está baseado nos seguintes princípios:
[a] Um bispo é o cargo mais elevado da Igreja (não há patriarca ou Papa acima dos bispos). Bispo, ancião ou presbítero são termos sinônimos. Bispo descreve a função do ancião (literalmente, inspetor) e não a maturidade do oficial.
[b] A função do ministério da palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída ao pastor em cada congregação (igreja) local. As congregações são núcleos dependentes da igreja local.
[c] A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembleias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância. Estas assembleias são chamadas “concílios”.
[d] Todas as pessoas são sacerdotes, preocupado com a sua própria salvação, em nome dos quais os anciãos são chamados a servir pelo assentimento da congregação (sacerdócio de todos os crentes).
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